China e Índia prometem superar disputas territoriais

INDIAEm Nova Déli, o primeiro-ministro chinês diz que os dois países mais populosos do mundo precisam evitar tais desgastes para se tornarem motores da economia global. Acordos econômicos vão expandir comércio bilateral em 50%. Os governos da Índia e da China concordaram em buscar uma solução pacífica para resolver uma questão que se arrasta há cinco décadas: a disputa por território em suas fronteiras. A declaração foi dada nesta segunda-feira durante a visita do primeiro-ministro chinês, Keqiang, à Índia. Segundo os dois países, enviados especiais de ambas as partes continuarão negociações iniciadas agora “na busca por acordo baseado em uma divisão justa, razoável, mutuamente aceitável”, afirmou primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, após encontro com o colega chinês em Nova Déli. O chefe do governo chinês destacou ainda que os 2 países alcançaram “consenso estratégico, aprofundaram confiança estratégica”. “Ambos lados concordam que precisamos melhorar vários mecanismos relacionados às fronteiras e torná-los eficientes”. A visita de Li à Índia a primeira viagem internacional do líder chinês desde que tomou posse, em março passado, ocorre 2 semanas após 20 dias de tensão vividos entre soldados chineses e indianos em Ladakh, região de fronteira no extremo norte da Índia. Os indianos acusaram tropas chinesas de terem avançado 19 quilômetros no seu território. A disputa pelos limites territoriais que envolvem grandes áreas em torno dos 4 mil quilômetros de fronteiras é legado sangrenta guerra 1962 entre os países vizinhos. A Índia questiona o controle de Pequim sobre área de 43 mil quilômetros de terra improdutiva na Caxemira. China disputa 90 mil quilômetros quadrados no estado de Arunachal Pradesh, nordeste da Índia, que afirma ser parte do sul do Tibet. Li Keqiang e Manmohan Singh ainda assinaram oito acordos para ampliar os laços econômicos e cooperação entre seus dois países. A meta acertada visa alcançar 100 bilhões de dólares em negócios bilaterais até 2015, mais de 50% que os atuais 66 bilhões de dólares. Eles também concordaram em reverter um déficit comercial para a Índia de 29 bilhões de dólares especialmente nas áreas de tecnologia de informação, farmacêutica e agricultura. A China está entre os principais parceiros econômicos da Índia. Segundo o primeiro-ministro chinês, a decisão pela Índia como primeiro país a visitar após sua posse indica “a grande importância que Pequim atribui às relações entre os 2 países”. Li disse ainda que os 2 países mais populosos do mundo, juntos abrigam 40% população mundial, podem se tornar novo motor para a economia global se evitarem tais desgastes. Além de influência regional, China e Índia disputam também fontes de energia para promover suas economias em crescimento. Durante sua visita de três dias à Índia, Li vai se encontrar ainda com a presidente partido no comando do Parlamento, Sonia Gandhi, e com o líder do Partido do Povo Indiano (Bharatiya Janata), oposição. Ele ainda vai Mumbai, onde terá reuniões com empresários e discutirá acordos comerciais. De lá, na quarta-feira, primeiro-ministro chinês irá ao Paquistão e, em seguida, à Suíça. No próximo domingo ele vai a Berlim, onde será recebido pela chanceler Angela Merkel. (Correio do Brasil – 21/05/2013)

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Consultor Internacional

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