The Economist: Brasil cresceu à base de “anabolizantes”

Em clima de Olimpíadas, a revista britânica The Economist disse que o desempenho econômico recorde de alguns países emergentes na última década teria sido “à base de anabolizantes”. O artigo que foi publicado na edição desta sexta-feira intitulado de A Grande Desaceleração fez analogia com o atletismo, dizendo que, diante do crescimento econômico dos Brics, os países emergentes se notabilizaram como “os melhores velocistas do mundo”. Segundo a revista, China “mal notou” as séries crises que fizeram “derrapar” EEUU, depois a Europa. Outras grandes nações desenvolvidas pausaram para respirar brevemente. Investidores apostaram pesado no crescimento rápido em mercados emergentes, enquanto líderes, Pequim a Brasília, pregavam ao mundo as virtudes de seus modelos econômicos centrados no estado. Recentes desempenhos decepcionantes de a China e Índia são sinais de que “velocistas” da economia mundial começaram a “ofegar”. “O Brasil virtualmente estagnou”. É nesse contexto, fazendo um retrospecto do bom momento vivido pelos emergentes antes da nova realidade, que a revista faz a analogia com o uso de drogas que melhoram o desempenho esportivo. Uma dessas drogas foi o apetite da China por matérias-primas, que criou uma explosão que sobrecarregou muitos mercados emergentes. No caso brasileiro, a droga usada teria sido a “oferta doméstica de crédito”, realizada em grande parte pelos bancos estatais. A publicação lamenta que a crise no mundo financeiro tenha sido interpretada como uma razão para manter papel mais forte do estado: “No Brasil empresa estatal petrolífera, Petrobras, e bancos estatais têm se tornado subordinados às políticas governamentais”. Tamanha influência sobre a economia é realmente útil durante a crise, mas em ‘corridas longas’ vai sufocar a concorrência, secar o capital do setor privado, deter o investimento estrangeiro e o novo, alimentar a corrupção. A Economist ainda aconselha uma manutenção da disciplina macroeconômica e o retorno às reformas microeconômicas como uma preparação para a “maratona”, numa perspectiva de longo prazo. (Fonte: BBC Brasil – 21/07/2012)

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Consultor Internacional

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