Três corredores bi-oceânicos se destacam em plano da UNASUL

A construção de três corredores para ligar os oceanos Pacífico e Atlântico são destaque em um plano de 31 obras que a UNASUL apresenta às 12 nações membros do bloco regional. O projeto prevê unir os dois oceanos através estradas, ferrovias e/ou hidrovias, precisaram representantes da UNASUL, durante um encontro nesta terça-feira com empresários brasileiros na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Além desses três corredores, a Agenda Prioritária de Infra-estrutura, como se denomina o plano, inclui a construção até 2022 de mil 500 quilômetros de gasodutos, 360 quilômetros de linhas de transmissão, 3.400 quilômetros hidrovias, 5.100 de estradas e 9.700 de ferrovias, entre outros. Ao apresentar o projeto na Fiesp, a secretária geral da UNASUL, a colombiana María Emma Mejía, sustentou que a maior contribuição gerada por essas obras de infra-estrutura será o incremento da integração entre povos da América do Sul, a mobilidade e o intercâmbio comercial. Mejía adiantou que a entidade regional criou um grupo de trabalho para estudar formas viáveis de custear obras, nas quais, explicou, bancos multilaterais e financiamento de governos e empresas privadas serão fontes, segundo indica uma nota Agência Brasil. 31 projetos incluídos na Agenda Prioritária de Infraestrutura UNASUL (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela) têm um custo estimado em 21 bilhões de dólares, 11 deles estão vinculados ao Brasil, dos quais 10 aparecem já no Plano de Aceleração do Crescimento, impulsionado pelo governo federal. O subsecretario geral da América do Sul, Central e Caribe, do Ministério brasileiro de Relações Exteriores, Antonio Simoes, apontou que a expectativa é que o impacto econômico do programa da UNASUL seja entre quatro e cinco vezes superior ao valor das obras. O presidente pró-tempore do Conselho de Infra-estrutura do bloco regional, Cecilio Pérez Bordón, assinalou que governos devem estar abertos ao diálogo com seus empresários e agregou que “consórcios entre governos e empresas serão fundamentais para executar esses 31 projetos”. O diretor do departamento de Infra-estrutura da Fiesp, Carlos Cavalcante, sustentou que o regime de concessão pública seria a melhor forma para o setor empresarial. (Agência Brasil – 26/04/2012)

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Consultor Internacional

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