Dilma revê estratégia para a África

Preocupada com a crescente competição da Ásia e dos países desenvolvidos em um mercado no qual o Brasil vem ganhando importância, a presidente Dilma Rousseff decidiu que a África terá uma estratégia especial do governo para exportação de mercadorias e serviços. Técnicos estudam criar novos mecanismos de garantia de financiamentos, um dos maiores obstáculos ao aumento de negócios com o continente, e, a pedido de Dilma, será criado um “grupo África”, para associar vendas e investimentos a programas de desenvolvimento local. (Fonte: por Sergio Leo – Valor Econômico – 08/11/2011)

“Se ficarmos com uma atitude passiva em relação à África, vamos perder terreno lá, e temos é de ganhar terreno”, disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Ele decidiu comandar a missão da Agência de Promoção de Exportações (Apex) que, na próxima semana, levará empresários brasileiros a Angola, Moçambique e África do Sul, para discutir investimentos e perspectivas de comércio com os governos e setor privado desses países. Nos próximos dias, ele fará a primeira reunião do “grupo África”, com pelo menos cinco ministérios, especialistas e executivos, para discutir as diretrizes da presidente. Há duas semanas, quando se reuniu com dirigentes da Vale e das principais construtoras do país, em Moçambique, Dilma disse que o governo continuará apoiando a atuação privada na África, mas quer um projeto geral para o país, no qual esses negócios se enquadrariam e trariam, explicitados, os benefícios sociais que levarão ao país. Como será esse projeto é um dos temas do “grupo África”.

O comércio com a África cresceu de forma continuada de 2003 até 2008. Depois de queda de 15% em 2009, devido à crise mundial, as exportações brasileiras têm se recuperado rapidamente. No ano passado, quando atingiram US$ 9,3 bilhões, já eram quase três vezes o valor registrado em 2002. Os financiamentos do BNDES, que também impulsionam as vendas de serviços (especialmente os de engenharia) ao exterior, não seguiram o mesmo ritmo: após chegar ao recorde de US$ 766 milhões em 2009, 36% dos desembolsos do banco para esses financiamentos, o valor caiu para menos de 8% do total (US$ 200 milhões). Neste ano, até outubro, houve ligeira recuperação, para quase 10% dos desembolsos totais. O gerente de comércio exterior do departamento do BNDES voltado à exportação de serviços de engenharia, Fabrício Catermol, atribui essas variações aos ciclos de demanda por recursos. “Nesse tipo de produto, o efeito da crise é menor.” No encontro com os empresários, Dilma cobrou das empresas a inclusão, em todos os projetos, de iniciativas para deixar “um legado” aos africanos, sob a forma de transferência de tecnologia, treinamento de mão de obra ou programas sociais. A presidente acredita que essas medidas, já incorporadas em alguns dos projetos de empresas brasileiras na região e em programas de cooperação, como o realizado pela Embrapa e Senac, diferenciam o Brasil de outros países, especialmente da China, igualmente ativos no continente. O Brasil tem estratégias diferentes de acordo com a região da África, explica o coordenador de inteligência comercial e competitiva da Apex, Marcos Lélis. Ao norte, onde os mercados para manufaturados são solidamente ocupados por empresas europeias, o governo tem incentivado a exportação de bens primários, especialmente alimentos: carnes, açúcar e café, entre outros. “Temos mais chance de vender mais produtos com maior valor agregado no sul da África, porque temos mais investimento direto lá”, avalia Lélis.

A instabilidade no norte da África, com a revolta popular que derrubou governos na região, fez abortar uma missão comercial que estava prevista neste ano, e passaria pelo Egito e Nigéria. As perspectivas de investimentos em alta nos países ao sul do continente fazem da África Subsaariana o alvo principal do Brasil no próximo ano. Em Angola, país onde o Brasil está presente desde os anos 80, a Apex identificou pelo menos 36 produtos com mercado “a consolidar”, nos quais o Brasil já tem participação expressiva, de até 30%. São máquinas de diversos tipos, matérias-primas como madeira, têxteis e calçados especiais, para segurança e obras, veículos e outros produtos, na maioria associados à demanda criada por empresas brasileiras em contratos de infraestrutura no país. A atuação das grandes empresas de construção civil é uma das alavancas para a venda de mercadorias brasileiras. “Nosso mercado para bens industrializados é principalmente América Latina e África. Com um projeto de abastecimento nessas regiões, vendemos canos, tratores, botas para os operários, por exemplo”, disse o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, Emílio Garófalo. Ele revelou que o governo estuda fazer com países africanos, como Gana, mecanismos de garantia de exportações baseados nas vendas de matérias-primas exportadas por esses países, como já ocorre com Angola, com quem o Brasil mantém uma espécie de conta-petróleo, em que a commodity dá segurança de pagamento pelas mercadorias e serviços que importa. “Talvez o começo de produção de petróleo em Gana permita recursos para alavancar a infraestrutura lá”, concorda o chefe do departamento de relações institucionais na área de comércio exterior do BNDES, Carlos Frederico Braga e Souza. Segundo o executivo, há perspectivas, em discussão no Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), de venda de maquinaria agrícola e equipamentos ligados ao programa de estímulo à produção de alimentos, que tem apoio da Embrapa. Na reunião do Cofig, em outubro, segundo um executivo do setor privado, discutiu-se um pedido do governo de Gana para criação de uma linha de crédito vinculada às vendas de petróleo.

Anuncios

MERCOSUR Digital apuesta a disminuir la brecha digital

Como parte del XVI Congreso Internacional del CLAD sobre Reforma del Estado y de la Administración Pública, los coordinadores nacionales del Proyecto MERCOSUR Digital participaron del panel “Red de Capacitación Permanente para MERCOSUR” donde expusieron los retos del desarrollo de la Sociedad de la Información (SI) en el bloque y como la escuela virtual puede colaborar para la disminución de las asimetrías en países que lo integran. Alejandro Fernández, coordinador de la iniciativa en Argentina, explicó que el proyecto MERCOSUR Digital es una iniciativa de cooperación internacional entre Unión Europea y MERCOSUR, que busca disminuir la brecha digital a través del desarrollo de infraestructura y una Red de Capacitación Digital para potenciar comercio electrónico y generación de conocimiento. (La Nacion, Paraguay – 08/11/2011)

Dinorah Alifa, representante por Uruguay, explicó que “cada vez, con mayor claridad, el conocimiento incide en el desarrollo económico mundial y ha sido una creciente preocupación de los países y de las organizaciones internacionales, resolver los nuevos parámetros de desigualdad, la Brecha Digital. En MERCOSUR existen grandes diferencias sociales entre los ciudadanos y las empresas que utilizan las TICs en su vida personal o profesional con respecto a los que no acceden a ellas y esta brecha digital se ha convertido en una preocupación de los gobiernos del bloque”. Asimismo, respecto de las asimetrías regionales, la especialista detalló que “otro problema presente en la región, que genera un atraso en el avance de la Sociedad de la Información, es la gran carencia de personas especializadas en Tecnologías de la Información que desarrollen aplicaciones en ámbitos como Educación, Salud, Industria, Infraestructura y el Gobierno Electrónico, entre otros”. En el proyecto MERCOSUR Digital se encuentra en desarrollo una Red de Capacitación llamada la Escuela Virtual del MERCOSUR, que convocará a las distintas instituciones clave del Bloque, generando un espacio de aprendizaje que brindará capacitación online, recursos de información y promoverá el intercambio de conocimientos y experiencias a través de la creación de comunidades de práctica. La meta, integrar diferentes públicos de toda la región, promoviendo la reducción de asimetrías en el acceso al Comercio Electrónico. En este sentido, Dinorah Alifa sostuvo que: “una adecuada estrategia de Gestión del Conocimiento debe estar sustentada por un paradigma diferente al tradicional: enseñar consiste en guiar a las personas para que encuentren conocimientos en diversas fuentes y que puedan elegir la que consideren más adecuada. La tecnología de la información dispone de distintas herramientas a través de las cuales se fomenta este aprendizaje personalizado y que también es el resultado de la interacción con otras personas, acceso a información relevante y participación en actividades de formación online”.

Por otra parte, la representante paraguaya, Cynthia Delgado, explicó que esta capacitación es necesaria para los funcionarios públicos: “la constante capacitación es un requerimiento de las sociedades actuales y los servidores públicos no están exentos de ello. Hoy en día, la utilización de herramientas tecnológicas e Internet para brindar capacitación ya no constituye una moda sino un instrumento fundamental para lograr esa permanente actualización”. La Escuela Virtual propiciará la participación de usuarios a través de las comunidades de práctica y cursos online; ofrecerá servicios de formación, información y comunicación propios de una red social para promover “networking” y la creación de comunidades de práctica. Según Leonardo Lazarte, coordinador del proyecto en Brasil, para que la Escuela Virtual adquiera visibilidad y sustentabilidad en el futuro debe garantizar la oferta adecuada de capacitación y de difusión del potencial uso de las TICs en este período inicial (2011-2013) y “ser capaz de relacionarse y atender demandas de las sociedades de la región, sea a través de gobiernos o grupos sociales, manteniendo siempre las perspectiva de la integración regional”. Sobre los desafíos que debe afrontar el MERCOSUR en materia de TICs, Lazarte explicó que “puede constatarse que el acceso a estas tecnologías no es uniforme en la región ni entre regiones dentro de cada país. Este desafío está en este momento siendo enfrentado, con diversas propuestas, como considerar el acceso a internet banda ancha, factor relevante para la inserción social y un derecho que tiene que ser garantizado con la intervención del Estado”.

A Greek Political Scion Undone by Economics

George Andreas Papandreou, elected prime minister of Greece in 2009, is a son and grandson of popular former prime ministers. But two years later, with Greece on the verge of default and a possible exit from the euro, not even the Papandreou name could save him. His commitment to step down as prime minister is not only a devastating blow to one of the more enduring political dynasties in Europe. It may also force a major overhaul of the old-style Socialist Pasok party that was created by Mr. Papandreou’s father and which served as a major roadblock to many of the younger Papandreou’s proposed economic and political changes. (source: NYTimes – 07/11/2011)

“I think that Mr. Papandreou wanted to reform, but his party failed him,” said Yiannis Boutaris, the mayor of Salonika and one of the few politicians to achieve success outside the nepotism so prevalent in the Greek party monoliths. “He could be forgiven many mistakes because of his name, but the last one, calling the referendum, that could not be forgiven.” That may be a generous assessment. There are many Papandreou critics who claim he shirked an opportunity to grab history by the lapel and shake out all the elements of an entrenched Greek state that, through decades of wasteful borrowing and spending, had brought the nation to the verge of bankruptcy.

By most accounts, Mr. Papandreou, 59, lacked the relentless political drive that marked his father and grandfather. His youth was peripatetic, the product of his father’s own time in political exile. He was born in Minnesota and spent formative years in Berkeley, Calif.; Canada; and Sweden. He supported 1960s- and 1970s-era movements like environmentalism and the legalization of drugs, causes that harked back to his guitar-playing days enmeshed in the counterculture at Amherst College in rural Massachusetts. His roommate there, Antonis Samaras, is now the leader of the New Democracy opposition party and agreed to join a coalition government only after Mr. Papandreou stepped down. It was not until the early 1980s, when Mr. Papandreou joined his father’s Pasok party as a member of Parliament, that he began to develop his own political identity. Elected in October 2009 after five years of New Democracy rule marked by corruption scandals, violent riots and a growing sense of economic uncertainty, Mr. Papandreou was little prepared for the profound shock that the Greek deficit he had inherited was twice the size the previous government had claimed. By December 2009, the failure to keep Greek borrowing in check had exploded into an international issue that would tear at the fabric that held the euro zone together. Trained as a sociologist, Mr. Papandreou had to quickly get up to speed on such arcane matters as credit default swaps and the difference between voluntary and mandatory defaults. And while he understood, at least theoretically, how urgent it was for Greece to cut its bloated public work force, actually doing so proved almost impossible for a man who owed his political position to his party’s deep connections with the powerful unions for civil servants. The son of an American mother, he is described as a meticulous and exact man who favors regular jogs, technical gadgets and never-ending lists of options and things to do. He is more fluent in English than Greek, a fact that has drawn scorn in the hypercritical Athens news media. And from the beginning of his term he has reached out to vast number of advisers in the United States and Europe, including Labour politicians in Britain, former economy ministers in Turkey, the Nobel Prize-winning economist Joseph Stiglitz, who is American, and any number of academics who captured, at least temporarily, his intellectual fancy. But his critics say that while he was on the receiving end of numerous proposals, he was never really able to develop his own true voice. He could never, they say, make the case to his austerity-ravaged people that he truly spoke for them.

He could not rise to the level of a Winston Churchill in 1939, said Yanis Varoufakis, an Athens-based political economist who years ago was an adviser to Mr. Papandreou. “At a moment like this you need leadership.” To be sure, Mr. Papandreou devoted his full energies to trying to find a solution to Greece’s debt crisis, all while under the crushing weight, his friends and family members say, of being the third Papandreou to lead Greece. But he could not reach his people the way his father, Andreas, who spent his years in the United States as a vocal dissident of the Greek military regime, was able to. “Andreas came from the outside, he spoke directly to the people,” said Nick Papandreou, the prime minister’s brother. “George has been in Greek politics for 30 years. The way he expresses himself is cushioned by this.” But, his brother adds, the elder Mr. Papandreou, driven more by ideology rather than pragmatism, might not have been so determined to carry out the painful changes that George was convinced were necessary to bring Greece out of the past. Indeed, during the tense negotiations with his European partners, Mr. Papandreou showed himself to be a relentless bureaucratic tactician, seeking every last advantage to get the money he so desperately needed from Europe. Early in the talks, for example, he opened up a back channel to Dominique Strauss-Kahn, then the president of the International Monetary Fund. “Why don’t we turn to the I.M.F.?” Mr. Papandreou told intimates. “They, too, will impose austerity, but at least we will get the money.” Mr. Papandreou’s final ploy, the threat that Greece might leave the euro, proved to be his undoing. George Papaconstantinou, Mr. Papandreou’s finance minister until he was forced out last June, says the prime minister should be judged against the situation he inherited, which left him little room for maneuvering. As for any overriding lesson Mr. Papandreou may have learned over the past two years, Mr. Papaconstantinou offered a one-word answer: “Economics.” 

Fundación UE – ALC inaugura sede y actividades en Hamburgo

Este 7 de noviembre se inauguran simultáneamente la sede y actividades de la Fundación Unión Europea-América Latina y Caribe, organismo que fomentará la cooperación económica, cultural, política y científica entre los países comunitarios, los del mar de Antillas y los del continente americano, exceptuados Canadá y Estados Unidos. A partir de ese día, las cumbres interregionales serán coordinadas desde las dependencias de esta institución, asentada en la ciudad hanseática de Hamburgo. El Gobierno de esta ciudad-estado puso espacios a la disposición de la fundación, ayudó a equipar sus oficinas y subsidiará su alquiler por el orden de los 60.000 euros anuales. A eso se sumará una subvención anual financiada por el Servicio Europeo de Acción Exterior (SEAE). Aunque todavía se sabe muy poco sobre sus objetivos concretos, está claro que la prueba de fuego del naciente organismo será la VII Cumbre UE-ALC, que se celebrará en Santiago de Chile en junio de 2012. En la tarde del lunes (7.11.2011), el alcalde de Hamburgo, Olaf Scholz, recibirá en el Ayuntamiento a representantes de alto rango de los sesenta países relacionados con la Fundación UE-ALC, a la presidenta de la entidad, la austríaca Benita Ferrero-Waldner, y a su director ejecutivo, el peruano Jorge Valdez Carrillo. Al encuentro asistirá también el ministro alemán de Exteriores, Guido Westerwelle, quien defendió a capa y espada la nominación de la urbe alemana como sede del organismo frente a las de París y Milán. “Me contenta haber podido convencer con nuestra candidatura a nuestros socios en la Unión Europea, en América Latina y en el Caribe, y congratulo a Hamburgo por esta victoria”, dijo Westerwelle en su momento. España propuso la concepción de la Fundación UE-ALC en la cumbre interregional de 1999, la decisión de crearla fue tomada en mayo de 2010 y la de fijar su sede en Hamburgo, en enero de 2011. El nombramiento de su directiva tuvo lugar en abril; en ese momento, Ferrero Waldner venía de ser la comisaria de Relaciones Exteriores de la Comisión Europea y Valdez Carrillo era el embajador de Perú en Bruselas. “En abril también se decidió que la fundación no operará bajo una figura legal sujeta al derecho privado alemán, sino como una organización internacional; eso permitirá garantizarle ciertos privilegios a los emisarios de los distintos países, como inmunidad diplomática”, explicó H. Hintelmann, del departamento de cooperación internacional del Senado de Hamburgo. L’Institut des Ameriques de París y el Gobierno de Lombardía, la región administrativa más poblada de Italia y una de las regiones más ricas de Europa, son socios privilegiados de la Fundación UE-ALC. (Fuente: DW-World.de, Alemania – 07/11/2011)