Entró formalmente en vigencia el TLC entre MERCOSUR e Israel

El Tratado de Libre Comercio entre los cuatro Estados miembro de MERCOSUR y el Estado de Israel, entró finalmente en vigencia luego de años de negociaciones. La plena entrada en vigor del tratado se produjo luego de que la Argentina fuera, durante el mes de marzo, el quinto integrante del acuerdo en ratificarlo parlamentariamente, como ya habían hecho Brasil, Paraguay, Uruguay e Israel. Las nuevas reglas para el intercambio de bienes permitirán el ingreso de nuevos productos en ambos mercados, consecuencia de las nuevas ventajas competitivas que trae un tratado de libre comercio. Las negociaciones del acuerdo habían comenzado en diciembre de 2005 y fueron rubricadas dos años después, lo que conformó el primer acuerdo que el bloque sudamericano suscribió con un país fuera de Latinoamérica. El gobierno israelí, a través de su embajada en Buenos Aires, destacó que “se espera que la entrada en vigor de este acuerdo produzca un salto cuantitativo y cualitativo en las relaciones bilaterales”. El convenio cubre un calendario de desgravaciones arancelarias progresivas de cuatro fases (a 4, 8, 10 años). (Agencia Télam – 13/09/2011)

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Recesión, desempleo y violencia

No hay conclusiones definitivas, pero considero que la recesión genera e incrementa la violencia y la inseguridad en una sociedad. Destrucción de empleo y el consecuente aumento en las tasas de subempleo, aumentan la descomposición social y fomentan el desarrollo del crimen organizado. Según un estudio realizado en el año 1998 por A. Murky para 40 estados de los EEUU, el incremento en la tasa de desempleo tuvo una correlación directa con los crímenes violentos. El desempleo y el subempleo generan pobreza y pérdida de valores en una sociedad. La falta de empleo para los jóvenes obliga a que busquen trabajos ilegales y el crimen organizado es una alternativa cada vez más cercana y cada vez más fácil de acceder. La falta de trabajo honesto da paso a la creación de verdaderas industrias del crimen que proveen trabajos y negocios ilegales como son el tráfico de drogas, el lavado de dinero, la trata de blancas, el coyoterismo y el sicariato, por nombrar las más comunes. Especialistas en este campo indican que hay una brecha de aproximadamente un año entre el momento en que un país entra en recesión y el incremento en las tasas de criminalidad. Esta relación podría variar dependiendo de la calidad del ahorro y de la confianza en la economía hacia el futuro. Sin embargo, en la medida en que el tiempo transcurre, la necesidad de solventar los gastos de manutención se incrementa y genera frustración. Esta frustración da paso a nuevas formas de vida y, en el caso de la población mayor, se observa un aumento en la tasa de violencia doméstica y en el índice de suicidios. En la época en que vivimos, vale la pena tomar conciencia del incremento del crimen organizado y prepararnos, no solamente desde las instancias gubernamentales, sino desde el análisis y diagnostico sociológico de la población. La preparación de una sociedad para enfrentar las crisis pasa por el ejemplo y la educación al interior de la familia, en las escuelas y colegios y, cómo no, en el ejemplo que nuestros líderes de turno puedan dar a toda una nación. El trabajo colectivo y el apoyo entre el Estado y el sector empresarial podrían ayudar a mitigar y reducir los índices de violencia que hoy en día se viven a escala mundial. (Fuente: art. Wilson Granja Portilla – Diario Hoy, Ecuador – 08/09/2011)

Os EUA continuam com dificuldades para entender e dialogar com a América Latina

Pouco despois de assumir a Presidência em 2009, Barack Obama participou de uma Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, com 34 países, onde ele prometeu “uma nova era de parceria” entre as duas metades da região, em vez dos “debates insípidos e velhas ideologias”. Honrar sua promessa não foi fácil: Obama tinha outras prioridades, tanto no exterior como em casa, e os acontecimentos na região, como um golpe em Honduras apenas dois meses após a cúpula de Trinidad, reacenderam alguns daqueles velhos debates. Não obstante, o governo tomou algumas iniciativas modestas na América Latina. Mas hoje a nova parceria corre o risco de ser vítima das lutas partidárias em Washington. (The Economist – 12/09/2011)

Em julho, a maioria republicana em um comitê da Câmara dos Deputados eliminou a verba para a Organização dos Estados Americanos do orçamento para o próximo ano. Os conservadores não gostam do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, um social-democrata chileno que eles acusam de cumplicidade com ameaças à democracia e à liberdade de imprensa por autocratas de esquerda como Hugo Chávez, da Venezuela. Os republicanos também usaram seus poderes para barrar indicados pelo governo para cargos diplomáticos que eles consideram conciliadores demais em relação a Chávez e seus amigos. Ao mesmo tempo, embaixadores americanos foram expulsos da, ou não aceitos na, Venezuela, do Equador e da Bolívia.

Há muitas críticas que podem ser feitas à OEA e a seu secretário-geral. A posição exagerada de Insulza sobre Honduras – ele pressionou por sua suspensão imediata da organização – possivelmente dificultou um acordo negociado para o conflito entre seguidores e adversários do presidente deposto Manuel Zelaya. Semanas antes, Insulza havia irritado o governo Obama ao pressionar pelo fim da suspensão de Cuba da OEA, vigente há meio século (embora ela não tenha regressado). Sobre essas questões, Insulza refletiu a opinião da maioria na América Latina. Ele se manifestou contra Chávez em várias ocasiões. Na verdade, a OEA ainda é considerada pela esquerda latino-americana um cãozinho de estimação dos “ianques”. Enquanto os clubes latino-americanos proliferaram, a OEA permanece o único organismo diplomático regional que inclui os Estados Unidos. E algumas partes dele, especialmente a Comissão e Tribunal Interamericano de Direitos Humanos, fazem um trabalho valioso em defesa da liberdade e da democracia. Por esses motivos os democratas que controlam o Senado poderão restabelecer as verbas anuais de 49 milhões de dólares que os Estados Unidos dão à OEA, que representam cerca de 60% de seu orçamento total. Mas poderão fazê-lo com relutância. “Os republicanos sentem que o governo está em uma situação difícil sobre a OEA”, segundo Michael Shifter, do grupo de pensadores Diálogo Interamericano. A OEA não inspira confiança em Washington, mas cortá-la se afastaria do compromisso do governo com o multilateralismo, ele diz.

Mais preocupante é o destino dos acordos de livre-comércio com a Colômbia e o Panamá negociados sob George Bush. Muitos democratas não gostam deles, principalmente em questões de protecionismo, mas também pelas preocupações sobre assassinatos de sindicalistas na Colômbia. Em consequência, foi somente em abril que Obama disse estar preparado para pedir que o Congresso aprovasse os acordos. Mas muitos republicanos, que apoiaram os acordos, se opõem a uma medida vinculada de ampliar um esquema que fornece ajuda federal para trabalhadores americanos que perderam o emprego por causa das importações. O governo ainda espera aprovar os acordos comerciais quando o Congresso voltar a se reunir neste mês. Mas, com a crescente campanha para a eleição presidencial de 2012, isso não pode ser garantido. O fracasso seria mais um exemplo do modo como as questões importantes para grande parte da América Latina – drogas e imigração, assim como comércio e Cuba – hoje são moldadas pela política interna. Depois que gângsteres incendiaram um cassino em Monterrey em 25 de agosto, matando 52 pessoas, o presidente do México, Felipe Calderón, criticou o fracasso dos EUA em conter o consumo de drogas e a venda de armas para as gangues. “Vocês também são responsáveis por esse ato de terrorismo”, ele declarou. Na verdade, Obama tem se mostrado mais disposto que seus antecessores a falar em “responsabilidade compartilhada” pelos problemas causados na América Latina pelo consumo de drogas em seu país. O governo reforçou a cooperação em segurança com o México, utilizando aviões teleguiados e agentes americanos ao sul da fronteira e permitindo que a polícia mexicana use o território americano como plataforma de lançamento para ataques de surpresa no sul. Ele apoiou a organizar uma conferência de doadores em junho, destinada a melhorar a segurança na América Central. Paga à Colômbia para fornecer treinamento para pilotos de helicóptero e policiais no México e na América Central.

Os EUA e o México trabalham mais intimamente para acelerar o comércio legal através da fronteira. No início deste ano, Obama finalmente permitiu que caminhões mexicanos trafegassem ao norte da fronteira. E os dois países trabalham juntos em muitas questões mundiais na ONU, diz Arturo Sarukhan, embaixador do México em Washington. Segundo ele, o relacionamento hoje é mais estreito do que em qualquer momento dos últimos 15 anos. Mas ainda há questões irritantes. A maior é a decisão de Obama de não ouvir o lobby das armas ao tentar renovar uma proibição da venda de certas armas semiautomáticas que perdeu a vigência em 2004. O governo teve de lutar duro para introduzir um requisito de que as lojas de armas ao longo da fronteira (são muitas) notifiquem o governo quando venderem mais de uma unidade para o mesmo comprador. Também mobiliza mais agentes para reprimir a lavagem de dinheiro no México, embora sobre isso “fomos mais lentos do que deveríamos ser”, admite uma autoridade. Enquanto os EUA são constrangidos por disputas domésticas, a America Latina muda depressa. Uma década de crescimento econômico, o comércio pujante com a China, democracias mais fortes e o advento de governos de centro-esquerda ajudaram a tornar a região mais assertiva. Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro que no Brasil, cujas relações com os EUA por muito tempo foram distantes e desconfiadas, como notou um recente relatório do Conselho sobre Relações Exteriores (CFR, em inglês), um grupo de pensadores. No ano passado, os dois países discordaram asperamente sobre as tentativas de o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva mediar um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear. Mas Obama fez uma visita bem-sucedida ao Brasil em março, e estaria se dando bem com a sucessora de Lula, Dilma Rousseff. O CFR reconhece que hoje há uma chance de os dois países construírem laços muito mais estreitos, apesar de seus interesses divergentes.

Shorter cycles ??

Economists are pretty reluctant to forecast a recession, despite some fairly gloomy data, the damaging effect on confidence of the euro zone crisis and the message sent by ultra-low bond yields. Of course, economists are generally hopeless at predicting recessions, perhaps because none loves a Jeremiah. But their current reluctance may be down to timing; it just seems too soon after the last downturn. However, a big new research note from Deutsche Bank called the Long-Term Asset Return study suggests that cycles may be getting shorter. That is because cycles were artificially long in what Deutsche dubs the “golden era” from the early 1980s to the early 2000s. The golden era was linked to globalisation and a resulting decline in cost pressures. Deutsche argues in a highly pertinent passage that the Western authorities “maxed” out on the benefits of this inflationary decline by pumping monetary and fiscal stimulus into their economies whenever they had an economic problem. Given the lack of inflationary pressures, they had a rare ability to do this without the normal subsequent price rises. So every business cycle threatening incident was dealt with using aggressive intervention. This led to more and more confidence in the ability of the authorities which, coupled with lower and lower interest rates, increased public and private leverage to previous unthinkable levels.” Alas, now that we have reached this high state of leverage, the authorities have run out of ammunition, as I argued in a previous column. So they will be less able to prolong the cycle. Deutsche looks at the data going all the way back to 1854; the average cycle was just 56 months and the median 44 (30 months of expansion and 14 of contraction). On the latter basis, the next contraction is due to start in December. Some say that the creation of the Federal Reserve in 1913 made a difference to the length of the cycle. So Deutsche looked at the period from 1913 to 1982 when the “golden era” started; the average expansion during that time was 55 months and the median 49; that means the recession will be postponed to the middle of next year. A small comfort. Indeed, if Deutsche is right then further recessions would follow in 2016 and 2020, a rather discouraging background for financial markets. Deutsche has some fascinating data on long-term returns which will feature in a later post. (source: Buttonwood – The Economist)

Link: http://www.economist.com/blogs/buttonwood/2011/09/global-economy