O objetivo é estabelecer uma efetiva cidadania mercosulina

O Em Questão Especial de aniversário do Mercosul entrevistou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota. Além de explicar a importância do bloco econômico e da integração para os povos sul-americanos, o chanceler falou sobre o ingresso da Venezuela no bloco, legislação comum e defesa do consumidor mercosulino. Esclareceu também questões sobre entraves burocráticos e desenvolvimento do comércio entre os sócios e o mundo. (Fonte: http://www.secom.gov.br/)

Em Questão – Qual a síntese do Mercosul após 20 anos? Antonio Patriota – O comércio entre os países do bloco, ao longo dos últimos 20 anos, multiplicou-se por dez. Em 1991 somava US$ 4,5 bilhões e hoje chega a US$ 45 bilhões. Nos anos recentes, as exportações no interior do Mercosul cresceram três vezes mais do que as exportações extra-bloco. Esses dados dão a medida do Mercosul como importante instrumento de desenvolvimento econômico da região. Mas o Mercosul não se resume ao aspecto econômico. Também avançamos em matéria de construção de confiança mútua e de aprofundamento do diálogo político. Progredimos nas políticas sociais e na cidadania. Nos anos 2000, o bloco passou por uma importante renovação, que agregou ao nosso projeto de integração, de forma mais estruturada, a dimensão da inclusão social, prioridade dos governos da região. O Mercosul trata de todas as principais questões que envolvem políticas públicas: das questões de gênero à agricultura familiar, passando por saúde, educação, cooperação jurídica e policial, cultura, trabalho e emprego e desenvolvimento social.

O que se espera a curto prazo e a longo prazo em termos de mudanças institucionais no bloco? AP – O ano de 2010 foi marcante. Foram dados passos inovadores no fortalecimento institucional do bloco. Gostaria de citar aqueles que considero os principais e que balizarão nosso desenvolvimento institucional nos próximos anos.Em primeiro lugar, decidiu-se criar o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul. Para essa função, os sócios escolheram o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata, com longo histórico de serviços prestados ao Brasil e à região em assuntos de integração. O Alto Representante-Geral deverá assegurar uma visão e uma projeção institucionais do Mercosul, além de propor iniciativas nos mais diversos temas e de acompanhar a execução dos projetos políticos de longo prazo do bloco. Também no ano passado, aprovamos os critérios de representação cidadã do Parlamento do Mercosul, que estão em fase de implementação. O Parlasul, que hoje conta com bancadas iguais em tamanho para cada Estado Parte, compostas por 18 representantes designadas pelos parlamentos nacionais, passará a ter bancadas diferentes, de acordo com um critério de proporcionalidade que considera o tamanho da população dos sócios. Isso aperfeiçoa os mecanismos de participação popular no processo de integração, reforçando-lhe a legitimidade.

O que significa o ingresso da Venezuela no bloco? AP – O ingresso da Venezuela representa a vitalidade do processo de integração e revela o interesse que o Mercosul desperta em outros países. Trará benefícios significativos para o bloco. Em primeiro lugar, ampliará o alcance do Mercosul até o extremo norte da América do Sul. O Mercosul irá da Patagônia ao Caribe. Em segundo lugar, a Venezuela é uma economia importante na América do Sul, pela sua capacidade energética, pelo tamanho de seu mercado consumidor, por seu potencial agrícola e industrial.

Já há harmonia suficiente na legislação do Mercosul, como em defesa do consumidor? AP – Hoje, já é possível a um cidadão do Mercosul recorrer ao órgão de defesa do consumidor do seu país para resolver uma situação envolvendo direito do consumidor que tenha surgido durante uma viagem sua a outro país do Mercosul. Esse é um exemplo concreto de um acordo adotado no Mercosul que traz benefício direto e palpável para o cidadão. O plano de ação do Estatuto da Cidadania do Mercosul, aprovado em dezembro, durante a Presidência Pro Tempore Brasileira, prevê a criação de um Sistema Mercosul de Defesa do Consumidor, que contará com um sistema de informações, ações regionais de capacitação, além da norma a ser aplicada por todos os sócios. Estamos avançando.

Quais seriam os próximos passos para reduzir os entraves burocráticos que ainda existem à livre circulação de pessoas? AP – É grande, hoje, o grau de mobilidade de pessoas no interior do bloco. Há facilidade para viajar como turista, para trabalhar, para estudar e mesmo para estabelecer residência permanente. Nossa vontade é que essa mobilidade em algum momento seja irrestrita. Um dos passos a serem dados nesse sentido é criar modelos comuns de registro de identidade e de placas de veículos, o que também está previsto no plano de ação do Estatuto da Cidadania.

Em que medida o Mercosul contribuiu para a integração da América do Sul? AP – O Mercosul intensificou as relações de paz e cooperação que predominam no Cone Sul e permitiu o aprofundamento de nossos laços políticos, econômicos e sociais. Contribuiu para fortalecer a democracia e permitiu que conheçamos melhor nossos vizinhos e sejamos mais conhecidos por eles. Estamos criando uma verdadeira comunidade entre sócios, parceiros, amigos, um processo dotado de profundo sentido histórico. É natural que essas transformações tenham um impacto construtivo para o conjunto da América do Sul. A consolidação do Mercosul estimula a criação de novos espaços de integração na região. A UNASUL, que congrega todos os países sul-americanos, é um exemplo. Organização – cujo Tratado Constitutivo, firmado em Brasília em maio de 2008, entrou em vigor em 11 de março último – soma-se ao Mercosul no esforço de organizarmos o espaço sul-americano em torno de valores e interesses compartilhados por nossas sociedades. A UNASUL contribui para a consolidação, na América do Sul, de um espaço de paz, democracia, cooperação e crescimento econômico com justiça social – precisamente no espírito do Mercosul.

Como o senhor vê a relação do brasileiro com o Mercosul? AP – Minha percepção é que a sociedade brasileira entende a importância de nosso processo de integração e considera que estamos na direção correta. As pesquisas de opinião demonstram isso. Historicamente, o conjunto das sociedades da América Latina, em sua maioria, é favorável à integração econômica e política da região. O Brasil segue essa tendência. Os efeitos positivos da aproximação com nossos vizinhos estão ficando cada vez mais nítidos, sob todos os aspectos – econômico, social, político e cultural. Tenho observado uma identificação e uma solidariedade crescentes entre os nossos povos. Os brasileiros passaram a considerar os argentinos, paraguaios e uruguaios seus parceiros estratégicos.

Quais as grandes conquistas para os cidadãos do bloco? AP – São muitas as conquistas nesses 20 anos. O Mercosul se sustenta sobre três pilares: o econômico-comercial, o social e o cidadão. Também neste último temos avançado significativamente. A decisão que criou o plano de ação do Estatuto da Cidadania do Mercosul, aprovado em dezembro, durante a Presidência Pro Tempore Brasileira do bloco, demonstra isso. O objetivo é consolidarmos os direitos já existentes e ampliá-los, para estabelecermos uma efetiva cidadania mercosulina. Hoje, é possível viajar pela América do Sul usando apenas a carteira de identidade. Os trâmites para a obtenção de residência permanente foram simplificados. As contribuições previdenciárias em um país vizinho podem ser consideradas para o cálculo de aposentadorias e pensões no país de origem. Esses são apenas alguns dos exemplos mais visíveis. Há uma série de normas importantes sobre circulação de pessoas e de bens, trabalho e seguridade social, educação, direitos humanos, cooperação consular, entre outros temas. O fato é que as normativas do Mercosul criaram um grande conjunto de direitos para os cidadãos não só dos países do Mercosul, mas também dos Associados. Isso pode ser constatado na Cartilha do Cidadão do Mercosul, cuja versão eletrônica está disponível, em português e em espanhol, na página brasileira do Mercosul na Internet (www.mercosul.gov.br).

Qual o próximo grande desafio do Mercosul? AP – Os desafios são muitos, mas os ganhos obtidos até agora nos animam a prosseguir no rumo da integração com renovado ímpeto. Temos que avançar nos grandes projetos que já estão em andamento, como a Consolidação da União Aduaneira, o Plano Estratégico de Ação Social e o Estatuto da Cidadania. Eu diria que esses são, hoje, os três grandes eixos que definirão o futuro do Mercosul.

CIC to train its focus on the emerging markets

China Investment Corp (CIC), the country’s $300 billion sovereign wealth fund, will increase its portfolio in the emerging markets this year, and has achieved a good gain from several real estate deals, a senior official said on Wednesday.”We will continue to build up our presence in the emerging markets by cooperating with local general partners,” said Jin Liqun, chairman of CIC’s supervisory board, told an investment forum. (published by China Daily – 31/03/2011)

The chairman has recently returned from a visit to several South American countries including Argentina, Brazil and Chile. “We are also optimistic on growth in Latin America and are prepared to increase our investment there,” Jin said, adding that his impression during the short visit to Latin American countries is that they would like CIC to invest in them. “Brazil is fast growing, but Chile and Colombia are also providing interesting opportunities for private equity investors,” he said.

Though CIC is a long-term investor seeking long-term returns, Jin said the sovereign wealth fund would not pass up any good opportunities that will bring in short-term or immediate returns, and cited several of the company’s deals as examples. According to Jin, CIC’s investment in a US commercial real estate project, made in the middle of 2010, earned a return of more than 40 percent by the end of the same year. He also said an investment in a US distressed-credit project has generated a return of more than 60 percent, but he didn’t disclose more details. CIC also made several real estate investments in the UK, Australia and other countries in the wake of the global financial crisis.

Lower investment yields, along with limited investment-grade stock, will lead to new opportunities for raising capital from domestic investors which was destined for overseas real estate markets, according to a new report from the international real estate consultancy Jones Lang LaSalle. Eric Pang, head of Beijing Investment at Jones Lang LaSalle, said the gross yield for investment in China’s commercial real estate sector hovers around 6 percent, which means most investors are in fact betting on the value gains of property in China instead of the net yield. “In that case, properties in some overseas countries, such as those hit by natural disasters or financial crises, are more attractive to China’s institutional investors,” said Pang. Media reports said earlier that CIC has had a considerable amount of investment in Japan, but in answer to a question from China Daily, he said that the fund has no direct investment in the country. Wang Jianxi, executive vice-president of CIC, said at a recent forum that the return from CIC’s total overseas investment exceeded 11 percent last year, compared with a return of 11.7 percent for its global investment portfolio in 2009. The fund’s unaudited annualized yield has averaged 6.345 percent in the past three years. According to the McKinsey Global Institute (MGI), the economics and business research arm of McKinsey & Company, China could account for 25 percent of global investment by 2030. “Capital will become more expensive as it becomes more scarce. This will provide a great opportunity for China as the world’s largest saver,” said Richard Dobbs, a director of MGI.

La liberalización del comercio global al borde del fracaso

La negociación del Programa de Doha para el Desarrollo (PDD) iniciada hace casi una década por los países miembros de la Organización Mundial del Comercio (OMC) atraviesa por un “momento crítico”. Brasil, la Unión Europea y Estados Unidos admiten que problemas “de fondo” y de “sustancia” impedirán alcanzar un acuerdo en los plazos previstos. Son tan profundas e insalvables las controversias que muchas naciones piensan seriamente en abandonar la negociación de un pacto para liberalizar el comercio de bienes agrícolas, industriales y servicios a escala global. (publicado por Bolpress, Bolivia – 30/03/2011)

Las charlas comenzaron en noviembre de 2001 en Doha y se encuentran semiparalizadas desde hace dos años. En el Foro de Davos celebrado en enero de este año un grupo de países ricos propuso alcanzar acuerdos mínimos en los sectores de agricultura, productos industriales y servicios a fines de abril, con miras a concluir la Ronda en julio de 2011. Sin embargo, el director general de la OMC Pascal Lamy reconoció ayer en Bruselas que enormes divergencias aún dividen a los negociadores, y admitió que tal vez no sea posible lograr progresos significativos hasta abril, ni mucho menos concluir las negociaciones este año. Días atrás, Lamy declaró consternado: “No debemos engañarnos a nosotros mismos, los miembros están participando muy tímidamente en el ‘toma y daca’; nuestro actual proceso en todos y cada uno de los niveles sigue siendo demasiado lento, y los avances sustantivos concretos para ser retomados por las Presidencias de Negociación siguen siendo insuficientes”. Lamy enfatizó que los textos de negociación en los grupos sectoriales son la base para avanzar en la conclusión de la Ronda, pero dichos documentos, que serían al menos nueve, continúan plagados de corchetes, es decir de discrepancias y desacuerdos entre países industrializados y “en vías de desarrollo”.

La Unión Europea dijo que la “geometría variable” funciona bien, pero el verdadero desafío es lograr un avance “de fondo”. México consideró que algunos países plantean “posiciones maximalistas y otros están adoptando posiciones minimalistas” en torno a las reglas del comercio multilateral. Y es que la crisis financiera ha agudizado tanto las controversias, que algunas de ellas son “insalvables”, reconocieron varios delegados en una reunión informal del Comité de Negociaciones Comerciales de la OMC (CNC) el 8 de marzo. En nombre del G20, el representante de Brasil Roberto Azevedo dijo que el PDD se encuentra en una coyuntura crítica: “El hecho es que tenemos una brecha muy grande en las negociaciones (sobre todo en acceso a mercados para bienes no agrícolas-NAMA y servicios) No tenemos un problema de proceso, tenemos un problema de fondo, y no hay un proceso que pueda curar a eso. Si este punto de vista prevalece, entonces no estamos entrando en el juego final, estamos llegando al final del juego”. Canadá advirtió que “nos estamos acercando a la hora del día en que no habrá mañanas”. Según Corea, “es ahora o nunca para la Ronda de Doha”. El representante de Estados Unidos Michael Punke sentenció: “Nuestro mensaje es muy sencillo: el final del juego es ahora, de una manera u otra debemos actuar con la urgencia que esto requiere”. Pero son tan profundas las diferencias que algunos países del G 11 (Brasil, Estados Unidos, UE, China e India) comenzaron a considerar estrategias para abandonar la Ronda de Doha. El gran dilema es cómo reconocer el fracaso de Doha “sin causar un daño irreparable a la OMC”, describió hace poco la agencia Reuters.

Los desacuerdos. Muchos países en desarrollo temen ser afectados por acuerdos sectoriales de terceros, sobre todo por los pactos preferenciales de exportación entre naciones ricas. Bangladesh dijo que a los Países Menos Adelantados (PMA) les gustaría ser invitados a algunas de las reuniones donde se debaten temas que les afectan. En ese sentido, exigió que se respeten los principios del multilateralismo y reclamó mayor transparencia en la negociación agrícola y NAMA, ya que la falta de claridad es lo que está limitando la capacidad de los países menos adelantados para negociar sobre todo en lo referente al comercio del algodón. Bangladesh ha visto poco progreso en la definición de un mecanismo de seguimiento del acceso al mercado de Franquicias de Cuotas Libres (FCL) para los productos de los PMA. También planteó que el trato especial y diferenciado, preciso, operativo y eficaz, sea parte de todos los segmentos del acuerdo. En nombre del Grupo Africano, Kenya apoyó la declaración de los PMA y reiteró que no habrá beneficios para los países africanos si las preferencias más importantes en muchos de sus mercados son anuladas por iniciativas sectoriales. Muchos países africanos preocupados por la biopiratería exigen que el acuerdo referido a los ADPIC tome en cuenta las disposiciones de la Convención sobre Diversidad Biológica de Naciones Unidas. En el Grupo de Negociación sobre Normas, India y varios países en desarrollo (entre ellos Egipto, Santa Lucía y Bolivia) rechazaron una propuesta de EE.UU. (apoyada por la UE, Japón, Australia, Nueva Zelanda, Corea, Suiza, El Salvador y Costa Rica) que atenta contra el derecho de los países en desarrollo al trato especial y diferenciado, en virtud de la Cláusula de Habilitación.

Bolivia reiteró su propuesta (TN/RL/W/250) de conceder flexibilidades a los países en desarrollo cuando negocien un acuerdo comercial regional con algún país desarrollado. Bolivia pidió precisar y aclarar los conceptos de desarrollo en los acuerdos comerciales regionales, e insertar en el texto el artículo XXIV del GATT, de tal manera que los países en desarrollo reciban un trato especial y diferenciado, en particular de no reciprocidad plena, cuando conformen una unión aduanera, una zona de libre comercio, un acuerdo provisional tendiente al establecimiento de una unión aduanera o un acuerdo de libre comercio con países desarrollados. El planteamiento de Bolivia recibió el apoyo de India, Santa Lucía, Kenia, China, Ecuador y Sudáfrica, pero fue objetado por EE.UU. Los norteamericanos alegaron que la propuesta boliviana desviaría las negociaciones en una dirección equivocada, e instaron a centrarse en un programa de trabajo posterior a Doha. Respaldaron esa postura los delegados de la UE, Australia, Nueva Zelanda, Japón, Costa Rica, El Salvador y Perú.

Acceso a mercados. En la negociación de NAMA hubo avances en el desarrollo del mecanismo horizontal de las barreras no arancelarias, pero los problemas de fondo no fueron resueltos. China apreció un texto consolidado referido a la facilitación del comercio, pero consideró que no constituye un avance significativo. Brasil propuso recortar en un 33% las tasas actuales en los principales sectores estratégicos y vulnerables como los automóviles, textiles, calzados y juguetes. Según el representante de ese país, estudios realizados por la Secretaría de la OMC y por entidades independientes muestran que Brasil liberalizará el comercio más que cualquier otro país desarrollado. Algunos de esos estudios destacan que ningún otro miembro de la OMC ha contribuido más que Brasil en la negociación de NAMA. “A pesar de este esfuerzo desproporcionado, a Brasil le piden recortes adicionales que cubren 3,200 líneas arancelarias, más de un tercio de todas nuestras líneas de NAMA. Para empeorar las cosas, estos recortes irían por libre, porque el demandante cree que tiene derecho a tales contribuciones unilaterales”, se quejó Azevedo. Agravando aún más el escenario, las políticas monetarias y fiscales excesivamente flexibles de algunos países desarrollados provocan asimetrías monetarias. No es de extrañar que “el balance comercial de Brasil experimentara un cambio dramático recientemente. Nuestro superávit comercial con Estados Unidos, que ascendió a 9.9 mil millones dólares en 2006, es ahora un déficit de 7,8 billones de dólares”. Por otro lado, Japón pidió a los países menos adelantados que “renuncien voluntariamente” a algunas exigencias en la negociación de servicios. El norteamericano Punke informó que hace algunas semanas participó en un fructífero intercambio inicial entre un grupo de 30 delegaciones, más o menos equivalente a los participantes de la Conferencia de Señalización.

Agricultura. “La agricultura ha sido el motor de la Agenda de Desarrollo de Doha, y será el factor determinante del nivel de ambición en todos los demás ámbitos de la negociación, y el punto de referencia para el juego final en términos de las zonas de aterrizaje”, comentó el representante de Brasil. Suiza tomó nota de que la agricultura es el pilar y la cuestión clave en las negociaciones; sin embargo, consideró que una fundación construida sobre un solo pilar puede ser problemática. Los negociadores comenzaron la Ronda con “muy altas expectativas”; pero después de casi 10 años de negociaciones y compensaciones Brasil tuvo que atemperar las expectativas y “hemos tenido que aceptar lo que es realmente posible”, dijo Roberto Azevedo, refiriéndose a las “flexibilidades” que lograron los países desarrollados para trabar las exportaciones del mundo en desarrollo. Además, las naciones ricas se negaron a recortar las ayudas que brindan a sus productores agrícolas. Brasil desmintió enfáticamente que sólo existan “asuntos pendientes” en algunas áreas. “Todas las zonas tienen importantes cuestiones pendientes y nada se ha fijado de forma permanente. O tenemos un solo entendimiento o no lo tenemos; no podemos elevar el nivel de ambición en zonas selectivas y congelar las demás”, recalcó Azevedo. Para una economía pequeña y vulnerable como la de Paraguay, que depende en un 80% de sus exportaciones agrícolas, las ofertas son decepcionantes. Sri Lanka dijo no estar preparada para asumir compromisos dolorosos en esta materia. Australia, representante del Grupo de exportadores agrícolas Cairns, no cree posible lograr un acuerdo en la negociación agrícola. “Todos estamos de acuerdo en que subsiste un motivo importante de preocupación: el tiempo no es nuestro aliado. Siguen habiendo considerables diferencias de fondo que deben salvarse si queremos tener éxito… En noviembre nuestros líderes describieron lo que ya era una ‘estrecha’ ventana de oportunidades y con cada día que pasa esta ventana se estrecha aún más”, reconoció Punke y consideró que sólo las negociaciones bilaterales permitirán alcanzar un acuerdo.

Banco Mundial ve enorme potencial en sector agrícola latinoamericano

Latinoamérica puede ser parte de la solución de los elevados precios de los alimentos por su “enorme potencial” agrícola, según un informe distribuido el sábado en la reunión de ministros de Finanzas de las Américas. El informe del Banco Mundial (BM) recuerda que los precios de los alimentos a nivel internacional han subido más del 43 por ciento desde junio de 2010, lo que hace temer una repetición de la crisis de 2008, cuando se disparó el costo de la comida. Ante esa situación, Latinoamérica tiene capacidad para ampliar su producción dada la gran extensión de terrenos cultivables sin explotar y sus abundantes recursos hidráulicos, dijo el BM. (Fuente: El Espectador, Colombia – 30/03/2011)

El estudio señala que a nivel mundial hay 445,6 millones de hectáreas de tierra aptas para la expansión sostenible de cultivos, al tener un gran potencial agro-ecológico, no ser boscosas y contar con una densidad de población inferior a 25 habitantes por hectárea. De ese total, el 28 por ciento está en Latinoamérica, más que en cualquier otra región con la excepción de África, destaca el análisis del BM. Según el organismo, el potencial de América Latina mejora cuando uno tiene en cuenta que el 36 por ciento de las hectáreas aptas para el cultivo están a tan sólo seis horas de distancia del mercado más próximo en la región. A eso se sumaría el que una tercera parte de los recursos hidráulicos renovables a nivel mundial están en la zona. Además, según el BM, “tras décadas de reformas”, los incentivos al sector son de los menos artificiales del mundo. Por el contrario, muchos países en África siguen gravando sus exportaciones agrícolas, mientras que las naciones en desarrollo en Asia han seguido el patrón del mundo industrializado y subvencionan su producción agrícola.

Pamela Cox, responsable del Banco Mundial para América Latina, que participa en la reunión ministerial en Calgary, explicó que para ser realmente competitiva la región debe afrontar algunas deficiencias. Mencionó como el mayor desafío el pobre sistema logístico y de transporte, que añade entre un 16 y un 25 por ciento al precio de los alimentos, frente al nueve por ciento de media en las naciones de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE). “O sea que claramente los países necesitan hacer algo al respecto”, explicó Cox, quien desaconsejó el recurrir a subsidios porque “son caros y no funcionan”. Según el BM, las inversiones en carreteras e infraestructuras portuarias, así como aduanas, y sistemas de almacenamiento y depósito, permitirían a la región estar mucho mejor posicionada para aprovechar al máximo su potencial.

Latinoamérica es un exportador neto de alimentos, al acaparar casi una tercera parte de las exportaciones mundiales de maíz, el 52 de las de soja, el 44 por ciento de las carne de res y el 42 por ciento de las de pollo, según las cifras del BM. El 93 por ciento de la población latinoamericana vive en países exportadores de materias primas, lo que ha convertido el repunte reciente en una ventaja. Aun así, la situación también presenta sus desafíos, ya que el 70 por ciento de la población vive en áreas urbanas y se perjudica del encarecimiento de la comida. Para proteger a los sectores más vulnerables de la población, Cox aconsejó inyectar más dinero en los programas de transferencia condicionada de dinero, que vinculan la entrega de fondos al cumplimiento de ciertos objetivos como la asistencia escolar. Los países de América Central, que son importadores netos, deberían, dijo Cox, de eliminar los impuestos que aplican a las importaciones de alimentos. En general, la ejecutiva del BM aconsejó incrementar el valor añadido de los alimentos, al ofrecer, por ejemplo, más productos cárnicos procesados y más productos derivados de la soja, en lugar de simplemente soja. El repunte en los precios de los alimentos y los combustibles es uno de los temas sobre la mesa en la reunión de los responsables de Finanzas de las Américas reunidos ayer y hoy en Calgary (Canadá), donde también se celebra la Asamblea anual del Banco Interamericano de Desarrollo (BID).

Latinoamérica debe incrementar su integración energética

América Latina debe incrementar la integración energética, un campo que ofrece opciones de inversión externa en la industria petrolera y de gas, dijeron el martes autoridades y representantes de petroleras reunidos en el balneario uruguayo Punta del Este. “El desarrollo energético sostiene a nuestras economías en su base, ese desarrollo solo será posible si comprendemos que dentro de nuestros países debemos desarrollar una integración energética regional, con un desarrollo sostenible y ayudado por una excelencia operacional”, aseguró el ministro de Industria y Energía uruguayo Roberto Kreimerman. (Fuente: Agencia AFP – 30/03/2011)

El ministro habló en la apertura de la Conferencia Regional 2011 de la Asociación regional de empresas del sector petróleo, gas y biocombustibles en Latinoamérica y el Caribe (Arpel). Ante un auditorio de más de 500 empresarios, expertos y funcionarios de las empresas del combustible de América latina y el Caribe, el ministro llamó a avanzar hacia “una mayor sinergia” en una región que contiene energía, agua y capital humano. El presidente del directorio de Arpel, Milton Costa Filho, destacó por su parte la fortaleza mostrada por la región tras la crisis financiera internacional y estimó que “se abre una oportunidad para recibir nuevos flujos para su industria de petróleo y gas”. En tanto, en la conferencia central del martes, el presidente de la brasileña Petrobras, Jose Sergio Gabrielli, aseguró que “en Sudamérica la producción tiene un comportamiento desafiante”. Gabrielli destacó el crecimiento sostenible de la producción de crudo en Brasil y la fuerte expansión que ha registrado México en materia de gas, además del aumento de la demanda de derivados del crudo en estos dos países, lo que requerirá fuertes inversiones en el área de la refinación. “Las inversiones en refinación son inversiones que tienen márgenes absolutos menores y requieren inversiones grandes. Es un reto importante, porque la región puede importar, pero la importación se tornará más difícil con las nuevas rutas de los buques petroleros”, aseguró, observando que la mayor parte de las nuevas inversiones anunciadas en refinación están en Asia.“Tenemos una incertidumbre para las condiciones de oferta en los próximos dos o tres años en la producción de crudo mundial. El mayor crecimiento de demanda de crudo esta en China e India”, dijo Gabrielli.

“Proyectamos para el mediano plazo una reducción del consumo per cápita de derivados del petróleo en Estados Unidos, Europa y Japón, pero el crecimiento de la demanda china, india, en África y en América latina tiende a crear grandes transformaciones en la logística y la geopolítica mundial”, añadió. Para el presidente de Petrobras, “el gran cambio” en el sector en los últimos meses ha sido el desarrollo de técnicas “no convencionales” de extracción de gas natural, lo que ha permitido más que duplicar el nivel de las reservas de gas de Estados Unidos. “La creciente producción de gas no convencional cambió el escenario de la oferta y revirtió las expectativas de mayor dependencia de las importaciones de gas natural licuado”, aseguró. “En esta situación la gran amenaza en el corto plazo para los biocombustibles es el precio bajo del gas en Estados Unidos. Esto es un importante reductor de los incrementos de las inversiones en biocombustibles en el mundo. En 2010 el 50% de los proyectos de expansión de biocombustibles fueron cancelados”, advirtió. Por otra parte, según Gabrielli “los precios altos del petroleo pueden tener impactos muy positivos para el mercado de gas. Si los precios de crudo permanecen en los niveles actuales las alternativas al crudo se tornan económicamente mas viables”. No obstante, previó “grandes cambios y gran incertidumbre en el corto plazo para proyectos importantes en el área de gas natural en América latina”. El encuentro de Arpel, que se extiende hasta el jueves, analizará los desafíos y oportunidades que enfrenta la región en materia energética.

Gobierno de Brasil marcaría distancia con Venezuela y se acercaría a EE.UU.

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, quiere distanciarse del Gobierno venezolano y dar prioridad a las relaciones con otros países como EE.UU., dijo el excanciller brasileño Luiz Felipe Lampreia. “Dilma ha tratado sutilmente de distanciarse del presidente Hugo Chávez. Tanto (así) que cuando éste pidió ir a Brasil como parte de su próxima gira por Latinoamérica, la presidenta le dijo que no porque viajaría a Portugal”, aseguró. Lampreia mencionó el tema durante la conferencia “Una perspectiva de Brasil: Retos y oportunidades del nuevo gobierno”, organizada por el Centro de Política Hemisférica de la Universidad de Miami. Pronosticó que la relación será muy diferente a la que existía durante el mandato del exgobernante Luiz Inácio Lula da Silva, quien sentía “más empatía y afección” por Chávez. Además, consideró que la influencia del gobernante venezolano disminuyó en Latinoamérica “y eso permite que haya cierto alejamiento”. La reciente visita del presidente de Estados Unidos, Barack Obama, a Brasil al parecer corroboró las intenciones de ambos gobiernos de mejorar las relaciones entre los dos países, según el excanciller durante el gobierno de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). “Hay que esperar para ver cómo avanzan, pero serán relaciones cordiales”, vaticinó Lampreia que es el director del Consejo de Asuntos Internacionales de la Federación de Industrias de Río de Janeiro. Lampreia agregó que países como Argentina, Chile, Colombia y Perú, también son importantes en la política exterior actual del Gobierno brasileño. El excanciller resaltó que “ahora Brasil es un país que cuenta” en la arena internacional y que nunca antes había tenido tanta influencia en el mundo, razón por la que sigue luchando por obtener un puesto permanente en el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas. En su disertación reconoció lo que calificó de desaciertos de la administración de Lula da Silva en política exterior como el desconocer al gobierno electo del presidente de Honduras, Porfirio Lobo, tras el derrocamiento de Manuel Zelaya en 2009. Para Lampreia los desafíos que enfrenta Brasil no sólo son en su política exterior, sino también internos. Entre los asuntos prioritarios, dijo, está el fortalecer la educación, la seguridad en los barrios de escasos recursos y bajar el tasa de inflación. (Fuente: Infolatam – 29/03/2011)

China ya es la segunda potencia científica mundial

China es ya la segunda potencia científica mundial, sólo por detrás de EEUU en la clasificación y por delante de otras superpotencias tradicionales de la ciencia (Europa Occidental y Japón). Brasil e India, están también haciéndose hueco en la I+D internacional, pero hay otros países que empiezan a destacar, al menos por su esfuerzo en este campo, como son Irán, Túnez y Turquía, según un estudio realizado por la Royal Society. El estudio, titulado Conocimiento, redes y países: colaboración científica global en el siglo XXI se basa en análisis de gran cantidad de datos, incluido el número de publicaciones científicas de cada país y en el número de citas de esos trabajos por otros investigadores (un parámetro que se considera válido para medir la calidad de la investigación). España aparece en el noveno lugar de la lista por número de publicaciones y en el décimo por citas. “El mundo científico está cambiando y están apareciendo rápidamente nuevos jugadores”, comenta el físico Chris Llewellyn-Smith, que ha presidido el comité que ha hecho el estudio de la Royal Society. “Más allá de la emergencia de China, apreciamos una escalada de otros países del Sudeste Asiático, Oriente Medio y África del Norte. El incremento de la investigación científica y de las colaboraciones, que pueden ayudarnos a encontrar soluciones a los retos globales que ahora afrontamos, es bienvenido. Sin embargo, ningún país históricamente dominante se puede permitir dormirse en los laureles si quiere mantener la ventaja económica competitiva asociada al liderazgo científico”. (Fuente: Reuters – 29/03/2011)

Los dados del análisis se centran en dos períodos (1993-2003 y 2004-2008) para ver la evolución, explica la Royal Society en un comunicado. EE UU sigue manteniendo el liderazgo mundial, pero entre el primero y el segundo períodos considerados, su porcentaje de autoría de la investigación mundial ha caído del 26% al 21%., mientras que China ha pasado de ocupar el sexto lugar (un 4,4%) al segundo (10,2%). En el tercer puesto se mantiene el Reino Unido con una ligera caída de su porcentaje (del 7,1% al 6,5%). En 1993-2003, Japón ocupaba el segundo lugar mundial, seguido de Reino Unido, Alemania y Francia; España estaba en el puesto décimo con un 2,5% del total de las publicaciones científicas. En 2004-2008, tras EE UU, China y Reino Unido, van Japón y Alemania, y España ocupa ya el puesto número nueve. En la clasificación por citas, es decir, el impacto o calidad de la investigación, Estados Unidos ocupaba y ocupa el primer puesto. La lista no ha cambiado desde el puesto segundo hasta el sexto (Reino Unido, Alemania, Japón, Francia y Canadá), pero si en 1999-2003 Italia estaba en séptima posición, ahora ha pasado a la octava, cediendo el sexto puesto a China. Holanda pasa del octavo al noveno y sale Australia de la clasificación de los 10 primeros (puesto noveno en 1999-2003), mientras que entra España en el décimo lugar en 2004-2008.

El análisis destaca la trayectoria reciente de otros países en I+D. Turquía está creciendo con una tasa casi equiparable a la de China, multiplicando por seis veces su inversión en ciencia y tecnología entre 1995 y 2007 e incrementando en un 43% su número de investigadores. En 2008 los científicos turcos publicaron cuatro veces más artículos que en 1996. Irán es el país en que más ha aumentado el número de publicaciones científicas del mundo, pasando de 736, en 1996, a 13.238 en 2008. El Gobierno iraní trabaja con un plan para la ciencia que incluye impulsar la inversión en I+D hasta llegar al 4% de su PIB en 2030, partiendo de un 0,59% en 2006. Túnez es otro de los países que ha empezado a esforzarse en ciencia, pasando de una inversión del 0,03% de su PIB en 1996 al 1,25% en 2009 y reestructurando su sistema de investigación, con la creación de 139 laboratorios. Singapur ha casi duplicado su gasto en I+D entre 1996 y 2007, pasando del 1,37% de su PIB al 2,61% y triplicando sus publicaciones científicas en ese período (de 2.620 a 8.506). Por último, el informe de la Royal Society destaca Qatar, que quiere alcanzar el 2,8% de su PIB en inversión en I+D. El análisis de los expertos británicos se ha detenido también en la tendencia a la colaboración científica internacional, señalando que actualmente el 35% de los artículos publicados en las revistas son de colaboraciones científicas de varios países, frente al 25% de hace 15 años. El deseo de los investigadores de colaborar con los mejores, independientemente del país en que trabajen, el aumento de temáticas de impacto global, el desarrollo de las tecnologías de la comunicación y el abaratamiento de los viajes, serían los factores determinantes de esta tendencia.