BID apoya crecimiento del sector privado de América Latina y el Caribe

El Banco Interamericano de Desarrollo prevé aumentar su financiamiento para el sector privado de América Latina y el Caribe durante los próximos años e intensificar su apoyo a proyectos que impulsen el desarrollo de la región, dijo el presidente del BID, Luis Alberto Moreno, en un diálogo con Crónicas de Cambio, el nuevo programa de BIDtv. “El BID ha trabajado duro a través de sus distintas ventanillas para el sector privado para atender las necesidades de las pequeñas y medianas empresas, del microfinanciamiento y de las firmas participantes en proyectos público-privados de gran envergadura”, dijo Moreno, agregando que el Banco brindará más detalles durante su Reunión Anual, que tendrá lugar en Calgary, Canadá, del 25 al 28 de marzo. Moreno señaló que durante la reunión la Asamblea de Gobernadores del BID analizará medidas para poner en práctica el aumento del capital del Banco, incluyendo aquellas conducentes a mejorar sus aportes al desarrollo de la región y la atención a los desafíos económicos y sociales venideros. El año pasado los Gobernadores convinieron incrementar los recursos del capital ordinario del Banco en US$70.000 millones, que permitirá aprobar un promedio de US$12.000 millones anuales en nuevas operaciones, duplicando el promedio previo al acuerdo. Moreno dijo también que durante la reunión habrá una serie de seminarios para analizar las oportunidades de inversión y los problemas de desarrollo en América Latina y el Caribe. Se prevé que varios alcaldes de ciudades de la región asistan a Calgary, a fin de obtener una noción más completa de la nueva plataforma que el BID presentará con objeto de ayudar al desarrollo sostenible de ciudades emergentes de la región, dijo Moreno. Moreno también señaló que América Latina y el Caribe están en condiciones de beneficiarse del actual entorno económico, particularmente porque la región es rica en recursos naturales, posee una población joven y una clase media creciente y, a lo largo de las décadas, ha configurado instituciones políticas y económicas más fuertes. “El gran desafío, la gran oportunidad que tenemos ante nosotros, es la construcción de una nueva economía del siglo XXI, basada en servicios y en educación de calidad de ciencia y tecnología’’, dijo Moreno. “Por esto pienso que está será una gran década de oportunidades para América Latina”.

Integration of Asian economies will provide greater benefits

Integration and closer cooperation among Asian economies will be a pressing task in the years ahead, but the integration will create huge benefits for all, said Zhou Wenzhong, secretary-general of the Boao Forum for Asia. Zhou also said the Boao Forum, a high-level economic forum in Asia, will try to provide Asian nations with a platform for brainstorming and finding good solutions to make the integration happen. The ongoing yet stumbling Doha round of trade talks, and continuously rising trade protectionism targeting them, are propelling Asian nations to strengthen economic cooperation with each other. (Published by People´s Daily, China – 16/03/2011)

“Regional trade liberalization is becoming more important among Asian nations. There is huge potential to tap in order to stimulate our economies through freeing and opening up trade,” said Zhou at the sidelines of the just-ended plenary session of the Chinese People’s Political Consultative Conference National Committee. The Doha round of trade talks, which aims to help the economies of emerging markets prosper through lower tariffs, has repeatedly stalled since its launch in late 2001. Although many pin high hopes on seeing a conclusion of the talks this year, many doubt it can happen soon. Developed nations including the United States and European Union members, whose economic recovery is slow and fragile, have frequently launched trade protectionism against emerging markets since the financial crisis.

More than that, the US last week said it intends to increase influence in Asia by leading the Trans-Pacific Partnership and it expects to make substantial progress on agreement of all key issues of the partnership in coming months. “The huge regional market is a good precondition for closer economic cooperation,” said Zhang Yunling, director of the division of international studies of the Chinese Academy of Social Sciences. Asian nations are implementing a free-trade strategy in the region to reduce reliance on the demand from developed nations. The Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) signed free-trade agreements with China, Japan and South Korea, and the three countries are expected to start trilateral free-trade talks in 2012. Yu Jianhua, assistant to the minister of commerce, said recently that now is the right time for China, Japan, South Korea and ASEAN to initiate negotiations on establishing the East Asia Free Trade Area. But implementing the various agreements is not easy, Zhou said, adding that the Boao Forum is expected to offer some help. “The integration of East Asian economies is key to the integration of Asian markets, but it cannot be implemented quickly as key nations cannot reach consensus on the matter,” Zhang said.

As a non-profit international organization, the Boao Forum is a highly-respected economic forum in Asia. It was first held in 2002, and takes place in Boao, a coastal city in Hainan province. “There has always been a key word for each Boao Forum, and that is ‘Asia’. I believe in the following years we will try to focus on the integration of Asian economies, especially the East Asian economies,” said Zhou. The theme of the upcoming Boao Forum, due to be held in mid-April, is “inclusive growth”. During the forum, 150 representatives will discuss how Asian nations could benefit from economic globalization and integration. As the former Chinese ambassador to the US, Zhou said past experience could help inject more dynamism into the forum as “we will try to invite more authoritative people and organizations to come to contribute to the forum”.

“Brasil terá que decidir qual dos dois caminhos quer”

Thomas Trebat é um brasilianista com uma trajetória diferente: chegou ao posto do diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Columbia após longa carreira nos bancos de Wall Street, particularmente no Citigroup. Fluente em português e em espanhol, é diretor-executivo do Instituto de Estudos Latino-Americanos de Columbia. Ao analisar o êxito recente da economia brasileira, às vésperas do desembarque do presidente Barack Obama, Trebat diz que o Brasil está num momento bom, mas, se não olhar suas fragilidades, não será capaz de manter o crescimento a longo prazo. (O Globo – 13/03/2011)

Qual a importância da visita do presidente Obama? Ela apresenta oportunidade de mudança nas relações entre o Brasil e os EUA? Toda visita de presidente é meio simbólica. Acho que o Brasil foi escolhido por vários motivos. Primeiro, por estar numa fase boa. O Brasil também foi escolhido porque houve uma certa deterioração nas relações Brasil-EUA nos últimos anos. Em certas questões, como Honduras e Irã, até em finanças internacionais, não houve um diálogo muito bom. Chegou a ser um diálogo conflitante. E o fim do mandato de Lula coincidia mais ou menos com o início do mandato de Obama; a coisa ficou em banho-maria muito tempo, e agora é a hora de rever, de apertar o botão do reset. O presidente Obama quer fazer isso. Obama sabe que Dilma não vai seguir cegamente as linhas herdadas do passado, mas também não vai ser totalmente diferente. Obama não tem muita política para o hemisfério (as Américas), mas ele privilegia países democráticos, países que combatem a pobreza e a desigualdade de uma forma eficiente, que cuidam do meio ambiente, que falam de uma economia verde e têm muito apoio popular. Na América Latina, são poucos os que preenchem esses requisitos, mas o Brasil preenche todos. Então, o presidente Obama está dando uma indireta para o resto do continente. A Venezuela talvez seja um caso perdido.

Obama está levando executivos americanos. Os EUA estão preocupados com a influência da China no mercado latino-americano? Levar executivos não acho grande coisa. Se existe um executivo que ainda não pensou no Brasil, ele deveria ser mandado embora. E, se é a primeira vez que vai ao Brasil, demorou muito, porque as coisas ficaram caras no país. Não tem dinheiro fácil a se ganhar no Brasil mais.

O Brasil ainda é um bom investimento ou já bateu no teto de valorização? No momento, o Brasil é muito caro. A taxa de câmbio é sobrevalorizada, e não vejo como parar essa sobrevalorização. Mas, para o investidor mais inteligente, que olha para o longo prazo, sim, pode ser um bom negócio. Acho perfeitamente factível que o Brasil atinja o status de país desenvolvido em 10 ou 15 anos. O Brasil será no longo prazo um mercado atraente, mas no momento não vejo grandes oportunidades. O Brasil ainda precisa mudar as regras.

Que mudanças deveriam ser feitas e quais as fragilidades do Brasil? Uma das fragilidades é o estado das finanças públicas. Há essas mil coisas das quais sempre falamos: carga tributária, clima de negócios, leis trabalhistas que precisam ser flexibilizadas. Mas eu colocaria uma ênfase em que o Estado brasileiro precisa rever seu papel. É um Estado sobrecarregado de obrigações: sociais, transferências, obras de infraestrutura, Petrobras, energia, é muita coisa para o Estado assumir.

Mas a presidente Dilma é uma política com a visão do papel forte do Estado, não? O senhor vê chance de isso mudar no governo Dilma? O Brasil está com um modelo híbrido, entre o Estado de bem-estar social dos países da Europa Ocidental, que agora têm muitos problemas nas suas finanças, e o modelo chinês do Estado como propulsor do desenvolvimento. Então você está vendo, pela carga tributária que tem, pelos programas sociais que tem, sobretudo pensões, mas não só esse lado da Previdência, muitas outras obrigações sociais que o Estado já tem, e por outro lado o PAC 1 e 2, grandes obras e empresas do Estado, o BNDES, o Banco do Brasil, você vê um Estado com características desenvolvimentistas. Só faço o reparo: se o Brasil quer acelerar o seu crescimento, o governo tem que restringir o seu próprio consumo, tem que investir mais, tem que melhorar o clima de negócios para as empresas. E, se o Brasil quer dar uma melhor qualidade de vida para a sua população, algum belo dia vai ter que decidir qual dos dois caminhos quer.

O presidente Lula considerava que o sucesso estava justamente em crescer distribuindo renda. Pois é, acho bom, e até certo ponto esse modelo funcionou bem, ele foi reeleito, a candidata dele foi eleita. Mas não é que seja uma receita para o sucesso a longo prazo. O Brasil é o país da moda, mas, para um país que está dando certo, tem um monte de gente muito pobre, uma desigualdade muito grande, você tem que pensar em mudar o modelo um pouquinho. Eu daria ênfase àqueles programas que concretamente reduzem a pobreza, eliminaria programas sociais que não atingem esse objetivo, e daria mais recursos à infraestrutura.

La salida Blanchard

El hijo pródigo volvió a casa la semana pasada. Después del sonoro portazo con el que se despidió del Fondo Monetario Internacional en el año 2000, el premio Nobel de Economía Joseph Stiglitz volvió a participar en unas jornadas del FMI realizadas en Washington. La reunión tenía como objetivo analizar las políticas macroeconómicas y de crecimiento, y también participaron el premio Nobel Michael Spence, el profesor David Romer de la Universidad de California, Berkeley, y Olivier Blanchard, el economista jefe del FMI. El director gerente del FMI, Dominique Strauss-Kahn, hizo una introducción en la que de alguna forma puso sobre la mesa las nuevas ideas del organismo. Si antes éstas ya estaban penetradas por el keynesianismo, ahora incorporan interesantes tonalidades socialistas. DSK dijo, por ejemplo, que «los últimos años no sólo han sido de crisis económica global, sino de crisis para los economistas». Y dio por terminada la era en que «la inflación baja y estable era la mejor manera de asegurar una performance económica óptima y segura». Defendió el papel del FMI en los potentes estímulos fiscales adoptados al principio de la crisis, pero después se planteó una serie de dilemas: ¿dónde está el equilibrio entre el ajuste y el crecimiento a medio plazo?, ¿cuál es la mejor combinación entre recorte del gasto público e incremento de la recaudación?, ¿cómo deben operar la regulación financiera y la supervisión? (art. John Muller – El Mundo, España – 16/03/2011)

El director gerente admitió que la coordinación económica global al principio de la crisis fue sencilla porque los problemas parecían comunes, pero ahora «los países se están recuperando a distinta velocidad». Estamos en una fase mucho más compleja. Uno de los temas que salió en las jornadas fue el de la famosa «devaluación interna», aquel llamamiento a los países con altos costes laborales en relación con sus socios comerciales (como es el caso de España) para que promuevan una rebaja salarial para recuperar competividad. El camino para bajar los salarios sería convencer a los trabajadores de que o aceptan reducciones o el desempleo seguirá subiendo. Este parece ser el caso de libro de España, donde al no poder recuperar competitividad devaluando nuestra moneda, la economía se ha ajustado destruyendo millones de empleos. La «devaluación interna» se ha aplicado en Letonia, donde su tasa de desempleo ha pasado de un 18% a un 16,9% a finales de 2010. Una versión light de la «devaluación interna» sería permitir que los países con superávits -Alemania, por ejemplo- toleraran una mayor inflación y esto permitiera a los países deficitarios recuperar competitivdad por la vía de desindexar sus salarios y controlar que estos sólo crezcan por debajo de la inflación en los países con superávit. Esta fórmula es compatible con la que planteó Blanchard en un documento el año pasado en el que abogaba por permitir una mayor inflación para licuar las deudas de los países y los hogares que están muy apalancados. De momento, el Banco Central Europeo no parece simpatizar con ninguno de estos postulados y sigue fiel a su objetivo de que la inflación no supere el 2% anual. Pero la presión política de quienes quieren ver sus defectos convertidos en virtudes tiene ahora un poderoso aliado en Washington.

Republicanos amenazan en EEUU con vetos si no hay TLC con Colombia y Panamá

Más de 40 senadores republicanos prometieron este lunes usar “todas las herramientas a su disposición”, incluido el bloqueo del nuevo candidato a secretario de Comercio del presidente Barack Obama, si no se aprueban antes los tratados de libre comercio con Panamá y Colombia. “Se acabó el tiempo de las demoras. Colombia y Panamá son firmes aliados democráticos en América Latina”, señalaron los 44 senadores del opositor Partido republicano en una carta enviada al líder de la mayoría demócrata del Senado, Harry Reid. “Hasta que el presidente envíe ambos tratados para su aprobación y se comprometa a promulgarlos, usaremos todas las herramientas a nuestra disposición para forzar una acción, incluido negar nuestro a apoyo a cualquier nominado para secretario de Comercio” u otro cargo comercial, señaló la carta. (Fuente: Agencia AFP – 15/03/2011) 

Obama nombró la semana pasada al hasta entonces secretario de Comercio, Gary Locke, como nuevo embajador en China, y debe presentar un nuevo candidato al Congreso. Los republicanos quieren que la administración Obama envíe al Congreso los TLC con Colombia y Panamá junto al de Corea del Sur para su aprobación, antes de julio de este año. El gobierno ya concluyó un acuerdo definitivo con Corea del Sur, pero afirma que quedan temas pendientes por resolver con Colombia y Panamá, cuyos acuerdos esperan ser ratificados en el Congreso desde que fueron firmados en 2006 y 2007, respectivamente. “A causa del fracaso del gobierno para actuar en esos acuerdos, las empresas estadounidenses y sus trabajadores están perdiendo mercado” en Colombia y Panamá, añadió la carta. Obama aseguró en varias ocasiones públicamente que es favorable a la aprobación de los acuerdos con Colombia y Panamá, pero su Representante Comercial, Ron Kirk, no ha presentado aún una lista concreta de exigencias a Bogotá. “Creo que ha llegado el momento de exigirle (al presidente Obama) que cumpla con lo que dice que quiere hacer”, sugirió en rueda de prensa en el Senado el jefe de la minoría republicana, Mitch McConnell. Los senadores republicanos pueden, a pesar de estar en minoría, bloquear las nominaciones presidenciales, algo que viene sucediendo con altos cargos desde que Obama llegó al poder, hace dos años. “Esta es una idea que surgió de la frustración”, explicó por su parte el Senador Rob Portman.

Los demócratas que gobernaron con mayoría ambas cámaras del Congreso hasta diciembre rehusaron aprobar los TLC con Colombia y Panamá por las violaciones a los derechos humanos en el primer caso, y por las objeciones al sistema financiero en el segundo. Pero los republicanos y empresarios replican que al mismo tiempo, el 90% de los productos colombianos pueden entrar libres de aranceles en Estados Unidos gracias al denominado Tratado de Preferencias Comerciales Andinas (ATPDEA). El ATPDEA, creado para compensar a los países andinos por su lucha contra el narcotráfico, está también bajo suspenso en el Congreso a causa de las disputas entre demócratas y republicanos. El embajador colombiano, Gabriel Silva, pidió este lunes que el ATPDEA sea renovado lo antes posible, y que el TLC sea aprobado también rápidamente. Las negociaciones en torno al TLC parecen tomar cierto ritmo, explicó el embajador en un acto separado este lunes en un centro de análisis político, NDN. “Creo que hemos progresado, hay cierto sentido de urgencia compartida”, dijo el embajador. Una delegación colombiana de alto nivel acudió a Washington el pasado viernes para mantener reuniones con la Oficina del Representante Comercial.”Todo lo que puedo decir es que estamos totalmente concentrados en resolver los temas pendientes, y si así lo hacemos podremos mandarlo al Congreso lo antes posible”, explicó Michael Froman, viceconsejero de Seguridad Nacional para asuntos económicos internacionales.

Banco Mundial y OMC llaman a incorporar a los países en desarrollo al comercio internacional

El Banco Mundial y la Organización Mundial del Comercio hicieron hoy un llamado conjunto a la inversión en infraestructura comercial como motor de crecimiento para incorporar a los países emergentes al tráfico internacional. Así se expresaron tanto Robert Zoellick, presidente del BM, como Pascal Lamy, director de la OMC, durante un encuentro en la Cámara de Comercio de Estados Unidos en Washington. Ambos reiteraron ante el foro de empresarios estadounidenses la decisiva importancia de la iniciativa privada dentro del proyecto “Ayuda para el Comercio”, lanzado en 2005 por la OMC. Zoellick destacó la importancia creciente de los países en desarrollo que generaron en 2010 el 50 por ciento del crecimiento económico mundial. “Debemos ver los beneficios que genera el comercio y pensarlos en términos de una red interrelacionada y no jerarquizada”, explicó el presidente del Banco Mundial. Zoellick destacó que en “el nuevo panorama mundial participan muchos más jugadores”, por lo que “también han aumentado las oportunidades”. Lamy indicó que el peso del comercio como motor económico es indudable pero que deben ser “los propios países quienes decidan sus políticas y sus necesidades en función de cada caso”. “Nuestra función en la OMC es ayudar a conectar a las diferentes partes y a eliminar los obstáculos”, precisó. Preguntado por la ronda de Doha, Lamy mantuvo su habitual discurso de “cautela”. “No está todavía claro si vamos a lograr llegar a un acuerdo, o será otro año en el que habremos dejado pasar otra oportunidad”, dijo sobre la posibilidad de que se llegue a un acuerdo antes de finales de 2011. No obstante, afirmó que había “habido avances sustanciales en las negociaciones, aunque queda mucho por hacer”. La Ronda de Doha fue lanzada en noviembre de 2001 para impulsar la liberalización comercial, pero las conversaciones están estancadas desde julio del 2008, cuando se realizó la última reunión ministerial en la que realmente se negoció. Tras la conclusión del encuentro, Zoellick reiteró a los periodistas su preocupación por la subida de los precios de los alimentos y su posible impacto en la generación de burbujas financieras en los países en vías de desarrollo que amenacen el crecimiento. “A pesar de que la recuperación económica va a buen ritmo, el riesgo de sobrecalentamiento es claro”, señaló, aunque indicó que las autoridades económicas cuentan con instrumentos de política monetaria para controlarlo. (Fuente: Agencia EFE – 15/03/2011)

Emprender es mejor en grupo

Me permitirán que, aunque me cueste, hoy no hable de la retorcida situación del planeta, de su economía y de cómo se va desajustando todo a medida que pasa el tiempo. Por catástrofes, emisiones radioactivas, por el coste energético desproporcionado que se derivará en los próximos meses cuando se decida unánimemente repensar el tema nuclear, por las deudas soberanas, por los ratings, por las infundadas soflamas de que lo peor ya ha pasado, por la miseria intelectual de los que nos gobiernan y la de los que nos gobernarán, por al ajuste a coste cero de todo el sistema financiero que al final pagaremos los que menos culpa tenemos, por la destrucción de empleo que sigue su curso firme o por los que dicen que no hay paro en algunos países pues ocupan a la gente tres horas y los retiran de las listas. Por todo ello, he decidido hacer otra cosa. Dar media vuelta y seguir mis impulsos por tomar el timón de mi vida otra vez. (Marc Vidal – Blog Salida de Emergencia – Cotizalia – 15/03/2011)

Hoy no quiero que nadie me frene, tengo una idea nueva. Algo que estoy seguro va a revolucionar el mundo, la vida de la gente y convertirá este valle de lágrimas en algo extremadamente agradable. Es una idea más, una de tantas. Una idea que me mueve, me levanta de la cama y muscula mi espíritu emprendedor. Como siempre, cuando llegue el café, esa utopía se rebajará como un cortado y se asentará en el territorio de las cosas pendientes de análisis. Y así será. Esa gran idea, la que sea, se convertirá en un modelo de negocio o no, pero seguro que será motivo de debate, reuniones y estudios por parte de algunos locos más que me rodean todos los días. Me encanta rodearme de locos soñadores, son más creativos. Eso es seguro, tengo claro que sólo no estaré. Emprender, como muchas otras cosas, es más divertido si lo haces en grupo. Me maravilla el proceso metálico que rodea su cimentación. Cuando las ideas se amontonan y se comparten, en un restaurante, en un bar o en el gimnasio, donde sea, se complementan y eso es fascinante desde todos sus vértices. Los que hemos puesto en marcha algún proyecto y lo hemos hecho rodeados de amigos, socios o inversores implicados sabemos lo extraordinario del camino a seguir. Cuando pasan unos meses, aquella idea inicial se convierte en algo radicalmente distinta aunque mantenga el tronco conceptual del principio. Es tremendo mirar hacia atrás y ver como mutan las grandes ideas hasta el punto que la inicial parece una idea penosa comparada con la resultante.

¿Se imaginan que ese espíritu por decidir uno mismo se compartiera y se ejercitara desde la población y que cuando se le llama “activa” lo sea de verdad? Pues no imaginen, eso está pasando a espaldas del mundo informativo. El valor emprendedor de todo un pueblo, harto de cloroformo se ha lanzado a ejercitar sus derechos. En Islandia los ciudadanos han logrado que el gobierno dimitiera al completo y que, tras nacionalizarse toda la banca, se ha conformado una asamblea popular que reescribirá la Constitución. Apenas llegan datos o información al respecto pero está sucediendo. “Resulta que tras la capitulación económica del país, una ley se redacta a fin de que la deuda del Estado fuera pagada por los propios islandeses durante 15 años al 5,5% de interés. El pueblo se niega y se manifiesta, la ratificación presidencial no se produce y se lleva a votación. El 93% de los islandeses dicen que no, y de inmediato empiezan las detenciones de los responsables del desbarajuste financiero y político. A partir de ahí la historia será escrita por los ciudadanos que, a través de un método muy participativo, se han organizado al margen de la estructura gubernamental, para que, tras diversas cribas democráticas, 25 ciudadanos redacten la nueva Constitución”. Muchos comentan ¿cómo es que no sabemos nada de eso? ¿es cierto? ¿es una revolución real desde abajo y pacíficamente culta? Si ésta es una historia cierta o no, lo dejaré abierto a la investigación de los propios lectores. Existen blogs y foros donde se comenta la verosimilitud de lo que aquí explico hoy, sin embargo, poco desde las fuentes oficiales. Para mí lo importante no es que un pueblo pueda motivar la dimisión de todo un ejecutivo, que también, sino que un grupo de personas, con un sueño y un alto grado de indignación como motor, sean capaces de ponerse de acuerdo y trazar la hoja de ruta de un proyecto, sea cual sea. A mí los que me importan son los proyectos empresariales, me permiten trasladar al caso real aquello de “tomar las riendas de tu existencia”. Otros lo harán revolucionando sociedades o vete tú a saber, pero en general todos lo haremos buscando alguien que nos acompañe en ese tránsito. Escribo esto desde una sala tranquila del aeropuerto de San José de Costa Rica desde donde, junto a un buen grupo de soñadores, empezamos mañana un nuevo proyecto transformador repleto de ideas e ilusiones, de intenciones de internacionalización y de voluntad de crecer. Como si fuéramos islandeses, como emprendedores, en grupo todo es más nutritivo. ¿Algún equipo por ahí?

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